"Qual regime é mais barato?" é a pergunta errada de se fazer sozinha. A resposta certa depende do seu faturamento, do seu segmento e, em vários casos, da sua folha de pagamento. Mas dá para entender a lógica por trás da comparação — e é isso que este artigo explica.
As duas lógicas de cálculo são bem diferentes
No Simples Nacional, o imposto é calculado como uma alíquota efetiva sobre o faturamento, definida por faixas de receita acumulada nos últimos 12 meses (o RBT12), dentro do Anexo correspondente à atividade da empresa. No Lucro Presumido, o cálculo parte de uma margem de lucro presumida por lei sobre o faturamento — e o imposto federal incide sobre essa margem presumida, não sobre a receita bruta diretamente.
Quando o Simples costuma ser mais vantajoso
- Empresas em faixas de faturamento mais baixas, dentro dos primeiros patamares de cada Anexo.
- Negócios de serviço com Fator R alto (folha representando 28% ou mais da receita), que caem no Anexo III, com alíquotas mais baixas.
- Empresas que valorizam a simplicidade de uma guia única mensal.
Quando vale a pena considerar o Lucro Presumido
- Empresas de comércio ou indústria com faturamento mais alto, onde a alíquota efetiva do Simples já está nas faixas superiores da tabela.
- Negócios de serviço com Fator R baixo, que no Simples cairiam no Anexo V (alíquotas mais altas).
- Empresas com margem de lucro real menor do que a presunção legal — nesse caso, porém, vale considerar também o Lucro Real.
Por que não existe resposta genérica
A mesma empresa, com o mesmo faturamento, pode ter resultado diferente dependendo do Anexo do Simples em que se enquadra, da folha de pagamento e da atividade específica. É por isso que qualquer comparação séria precisa calcular os dois regimes lado a lado com os números reais da empresa — não com uma média genérica de mercado.
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Abrir simuladorConteúdo informativo, atualizado em setembro de 2026, com base na LC 123/2006 e na Lei 9.249/1995. O regime mais vantajoso depende de variáveis específicas de cada empresa — para uma análise real, consulte sempre um contador.