Muita gente que está no Simples Nacional ouve falar da Reforma Tributária e assume que o DAS vai mudar do dia para a noite. Não é bem assim. A transição é longa, prevista em lei até 2033, e entender o cronograma evita tanto o pânico quanto o descuido.

O DAS continua existindo — isso está garantido por lei

A Lei Complementar da Reforma Tributária preservou o Simples Nacional como regime simplificado, com a guia única (DAS) continuando a existir. O que muda, ao longo do tempo, é a composição interna desse valor: hoje ele soma PIS, Cofins, ICMS, ISS, IPI, IRPJ e CSLL; nos próximos anos, parte dessa soma vai sendo substituída pela CBS e pelo IBS.

O cronograma, resumido por fase

Para quem está no Simples Nacional, o ponto de atenção não é "quanto vou pagar a mais", mas sim como a nova sistemática de crédito tributário pode afetar a relação com clientes que são empresas de regime normal — esse é o efeito prático que já vale a pena entender agora.

O ponto que realmente merece atenção: geração de crédito

Empresas do regime normal (Lucro Presumido ou Real) podem aproveitar créditos de CBS e IBS sobre o que compram. Empresas do Simples Nacional, em geral, geram menos crédito para quem compra delas. Isso pode influenciar a decisão de compra de clientes maiores — vale entender se o seu principal público é pessoa física, MEI/Simples, ou empresas de regime normal.

O que fazer entre agora e 2033

Acompanhar as notas fiscais emitidas com CBS e IBS destacados (mesmo pagando o DAS normalmente), entender o perfil dos seus clientes e revisar o enquadramento tributário periodicamente com um contador são as três ações que fazem sentido nesta fase de transição — sem precisar tomar nenhuma decisão precipitada.

Quer entender o impacto real no seu tipo de negócio?

Cada segmento reage diferente à reforma. Vamos conversar sobre o seu caso.

Falar com um contador

Conteúdo informativo, atualizado em setembro de 2026, com base na LC 214/2025. A legislação está em fase de regulamentação e pode mudar — para decisões sobre a sua empresa, consulte sempre um contador.